Nota de Boas Vindas.

Decidi criar este blog, porque gosto muito de brincar.
Brinco com tudo, e tudo serve para fazer uma boa piada, e dar uma boa gargalhada

Não pretendo de modo algum ferir susceptibilidades.
tenho a noção das dificuldades que um cego experimenta no seu dia a dia, até porque eu também sou cego congénito.

Mas a cegueira não pode representar o fim do mundo, e temos de ir há luta, agarrar o boi pelos cornos, e fazermo-nos à vida!

se não formos nós a brincar com a nossa condição de cegos, quem brincará?

Respeito todos aqueles que não gostam desta forma de encarar a cegueira.
Mas também peço que respeitem o nosso sentido de humor, e a forma descomplexada e sarcástica com que nós abordamos este tema.

Pela Internet, existem imensos espaços, onde a deficiência visual é abordada de uma forma séria e muito profissional

Por exemplo o Lerparaver Para mim o melhor site em língua portuguesa sobre deficiência visual.

Neste espaço, vamos contar as histórias caricatas que nos acontecem no dia a dia, as abordagens mirambolantes que nos fazem diariamente, em fim, vamos
brincar com a nossa condição de Cegos.

Se ainda não se sente à vontade, pedimos que saia deste blog, pois a linguagem e expressões que aqui vão ser usadas, podem ferir algumas susceptibilidades.

Para aqueles que tal como nós gostam de se divertir com o facto de serem cegos, espero que nos ajudem a construir este blog.

Este blog tem o alto patrocínio das seguintes firmas

Cerveja Braille.
Serveja Braille, a Serveja que lhe dá pontos!

Super-mercados verdade.
Super-mercados verdade, onde os preços, parecem mentira!
Super-mercados perdade, pague agora, leve mais tarde!
Supermercados verdade, até quem não vê acredita!

Categorias da Página

Mostrar mensagens com a etiqueta peripécias dos ceguinhos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta peripécias dos ceguinhos. Mostrar todas as mensagens

Ceguinho tresanda a peixe e esfria tarde romântica

Toni Fragas tem 2 grandes gostos na vida. O primeiro são as espécies do sexo feminino. (Mulheres), e quanto mais bonitas melhor! O segundo que poderá estar ligado ou não, é comer. Ele é assumidamente um carnívoro invertebrado. Ora, se ele já não gostava muito de peixe, então depois desta história passou a odiá-lo com todas as suas forças. O peixe, os respectivos peixeiros, e por estranho que pareça, as peixeiras. Pois toda a regra tem excepção, e sendo Toni Fragas um ser humano com virtudes e defeitos, ele pese embora gostar de mulheres, tem um ódio de morte a Peixeiras. E depois de ficarem a saber o que lhe aconteceu, creio que lhe perdoarão esta fragilidade humana! Esta história tinha tudo para ser romântica, não fosse a intervenção inadequada de dona Amélia, Mais conhecida por Melinha peixeira. Como habitualmente o Toni ia ter com a sua namorada: Perto do local onde ambos combinaram o encontro, estava a ocupar o caminho de Toni uma carrinha de caixa aberta, que se encontrava a abastecer a peixaria de Dona Amélia. Vendo que Toni ia bater contra a carrinha, a Melinha peixeira, muito solícita, desata a correr atrás dele, agarrando-o com toda a força impedindo assim aquilo que parecia ser um choque inevitável. O problema é que a dona Amélia estava com as mãos e a roupa de mexer no peixe, e agarrou o Toni com tanto entusiasmo que lhe empestou a roupa toda. Era um cheiro a peixe que tresandava! O Toni não sabia o que fazer. Por um lado estava enjoado, por outro estava prestes a encontrar-se com a sua namorada para uma tarde romântica e picante, e convenhamos que o intenso odor a peixe era tudo menos afrodisíaco. Mas o inevitável aconteceu, a namorada mal chegou perto de Toni perguntou-lhe a que propósito vinha aquele fedor a bicho morto, e de nada valeu a Toni disfarçar e sair dali. Isso só agravou as coisas porque depressa a namorada percebeu que afinal era o Toni que transportava esse cheiro nas entranhas, e aquilo que tinha tudo para ser uma tarde romântica, transformou-se num puro pesadelo com a namorada a dar à sola acusando-o de canalha. Já não bastava o cheiro a peixe, ainda por cima foste bem amaçado por outra. Gostas-te não gostas-te? Vai lá outra vez! Ela que te volte a abraçar e passe-te mais um pouco do seu maravilhoso perfume. Para agravar ainda mais as coisas, Toni fragas tentou voltar ao local do crime, tentando tirar satisfações com a dona Amélia para com isso tentar impressionar a namorada que como gaja que é, assistia de longe sem no entanto se fazer notar. Quando dona Amélia ouviu o tic tac da bengala de Toni Fragas, saiu imediatamente da peixaria, agarrou-se ao homem, e desta vez fez-lhe uma festinha na cara e outra no cabelo, exclamando. Ó ceguinho mas tão bonito! Escusado será dizer que a melinha peixeira vinha com as mãos de estripar umas fanequinhas, uns douradinhos e uns robalinhos. Já viram o sentido de oportunidade da Melinha peixeira? Com admiradoras assim, não admira que qualquer homem goste essencialmente de comer carne, nem que seja crua e nua! Só me resta desejar melhores dias para o pobre Toni Fragas, e esperar ardentemente que na próxima vez em que ele vá namorar não tenha um encontro inesperado com uma talhante, porque nesse caso a desconfiança da namorada para com Toni passa a ser muito maior, não vá dar-se o caso de se juntar a fome com a vontade de comer!

Quer uma mesa no escurinho?

Ao ler o título deste artigo certamente terá pensado. Que coisa parva! Para que é que um cego precisa de uma mesa no escurinho? Acertou em cheio! Esta pergunta é mesmo parvalhona, e foi feita por um bar man igualmente parvo e estúpido! O nosso amigo Vasco Leite Branco foi com um amigo a um bar beber cerveja, e embora isto não seja relevante, ele fez questão de escolher cerveja branca, num copo de cor de leite com café. Ao chegar ao bar o vasco como sempre acontece quando vai a este tipo de sítios, dobra a bengala, e atrela-se ao cotovelo do amigo. Os dois entram pelo bar dentro e com a maior das naturalidades estacionam numa mesa. Entretanto o bar man pergunta ao amigo do Vasco. Vocês querem uma mesa no escurinho? O Vasco ouve a conversa e responde. Oi! Como assim! Uma mesa no escurinho para quê? Diz o bar man. Desculpem, pensei que queriam estar num sítio mais recatado. Diz o vasco. Porra. Já não se pode beber cerveja à vontade? Ou será que você está com ciúmes e quer experimentar a minha bengala dobrada nas suas nalgas? Se quiser deixe-me terminar de beber a cerveja, e se a bengala não chegar usamos também a garrafa! É caso para perguntar. Desde quando beber cerveja num bar pode ser considerado mariquice?

3º fascículo da fantástica odisseia do quim Zé cabeçadas

Desta vez não foi de cabeça, foi mesmo de mão. Depois daquela discussão com os dois polícias e de muitos argumentos de parte a parte, o quim Zé lá acabou por não ser preso e deixaram-no ir em liberdade com uma condição. A de o levarem directamente a Casa e o proibirem de sair nos próximos 5 dias. A consequência directa para o Quim Zé foi ficar sem saborear o seu tão almejado gelado. Mas se virmos aquilo que lhe poderia ter acontecido se um dos agentes da autoridade não tivesse um familiar ceguinho, podemos dizer que o Quim safou-se de boa e pode dar-se como contente! Após o términos do castigo, o Quim Zé, teimoso como uma mula, decidiu sair novamente de casa, com o propósito de finalmente fazer uma caminhada tranquila a ver se de uma vez por todas conseguia saborear o seu gelado, o que para este ceguinho azarado representa um verdadeiro troféu. Quando ia a chegar â barraquinha, uma velhota ao ver que o quim Zé ia bater contra o cartaz dos gelados, desatou a correr com o propósito de agarrar o quim Zé pelo braço para ele não bater. Só que desta vez, quem padeceu foi a senhora que com o susto e a pressa escorrega e dá uma valente queda no chão. Aí é que o caldo se entornou. A velhinha dizia que caiu por causa do quim Zé. Este por sua vez dizia que a velha não precisava de ir a correr atrás dele. Os transeuntes que viram toda a cena viraram-se contra o quim, acusando-o de ser um ingrato e de não ter condições para andar sozinho na estrada. Mas o pior ainda estava para vir. Numa tentativa de remediar o sucedido, o quim Zé baixou-se com o propósito de ajudar a senhora a levantar-se. Só que por azar agarrou-lhe em cheio nas mamas, e claro a ira das pessoas aumentou, porque já não bastava o quim Zé ser o causador da queda da velhinha, ainda vai protagonizar um atentado ao pudor na via pública. A velhinha porém deixou as pessoas anda mais confusas. Como ela emitiu um grito demasiado ambíguo, alguns entenderam que ela nem ficou chateada com a atitude do quim, e que lá no fundo até gostou, outros por sua vez entenderam que a velha mostrou pânico, revolta e repulsa. Escusado será dizer que essa dúvida não foi desfeita, até porque a velha ficou petrificada e não disse praticamente mais nada, o que por paradoxal que pareça, só aumentou a confusão, porque ficamos sem saber se essa postura se deveu à vergonha de ter demonstrado que gostou da mão marota do Quim, ou se pelo contrário se deveu ao medo e ao pânico. E no meio deste enredo, o Quim estava absolutamente destroçado. Primeiro porque tinha a perfeita noção que não se conseguia escapar das malhas da autoridade, e de uma acusação pública de atentado ao pudor. Segundo, e mais grave, ele sabia que estava a pagar por ter cometido um suposto crime do qual não tinha extraído prazer absolutamente nenhum. Ser acusado e condenado por ter apertado as mamas a uma velha durante uns míseros 5 segundos, era desde logo frustrante. Ainda se esse fruto proibido estivesse exposto numa outra árvore bem mais interessante, vá que não vá, agora numa árvore velha com as folhas caídas! É muito azar junto! Ainda bem que desta vez o Quim Zé usou a mão. Já viram o que era se ele tinha caído de cabeça? Se com um apertão casual de 5 segundos é atentado ao pudor, se caísse de cabeça era com toda a certeza violação.

Os estragos de um encontro fortuito entre um cego e um manco

Esta é daquelas histórias em que por mais voltas que lhe dermos, chegamos sempre à mesma conclusão. Se um deficiente atrasa muita gente, dois deficientes atrasam muito mais! Toni Fragas vinha cheio de pressa para apanhar o comboio. Coincidente mente, Manuel Joaquim, que tem o azar de ser manco e fazer-se transportar com duas canadianas, também ia apanhar o comboio. O Toni passa perto do Manuel Joaquim, e no momento em que se cruzam, o Manuel exclama. Cuidado senhor. Não me faça mal que eu sou manco! E como ficou aflito e assustado com aquele encontro inesperado deixou cair as canadianas, e teve de se apoiar nos ombros do cego. Diz então o Toni. Ainda bem que me avisa porque eu pensei que era uma rotunda, e já a ia começar a contornar. Mas cuidado, não abuse. Tá bem que se possa apoiar, mas atenção às minhas cruzes e os meus bicos de papagaio! Enquanto os dois travavam este interessantíssimo diálogo, vinham dois estrangeiros muito aflitos porque já estavam em cima da hora para apanhar o comboio. Naquela confusão toda, o cego não se desviou porque não viu os estrangeiros. O manco estava sem canadianas. Conclusão. Como os estrangeiros não falavam português e não conseguiram pedir aos dois deficientes para se arrumarem para um canto, perderam todos o comboio! Nota pessoal. Começo a pensar seriamente nos passeios exclusivos para todas as deficiências. Por exemplo, devíamos construir a cego via, a manco via, e já agora, a novíssima e inovadora via cadeirante.

2º fascículo da fantástica odisseia do Quim Zé Cabeçadas

Tolada em 3 dimensões. Esta peripécia passa-se em pleno verão, num dia altamente soalheiro,, numa rua muito movimentada da vila de badoucos. Como sucede com todas as ruas e passeios das nossas cidades, a decoração é sempre feita por mulheres e afins, o mesmo é dizer, homens com sensibilidade feminina, que renunciam à sua condição de machos, práticos, pragmáticos, objectivos, descomplexados e descomplicados. Começo a pensar que há sempre uma parte de maricas nos homens que põem coisas nas artérias pedonais. É que tal como a generalidade das mulheres, eles têm um pavor terrível a passeios amplos, largos, desimpedidos, livres de obstáculos. E vai daí, toca a colocar um vasinho, um poste que muitas vezes ao invés de estar na borda do passeio está meio metro para dentro, os famosos capa cegos que são o abono de família para os urologistas e consequentemente o desgosto para as parceiras, os pinos que nos obrigam a andar sempre de caneleiras, e outros adereços que com tanta raiva que o cego divertido lhes tem, nem se atreve a mencionar. Se repararmos bem, em nossas casas as mulheres também são assim. Não podem ver um espaço vazio, que empestam a casa toda com jarras, vasos, móveis, camilhas, mesas de centro, eu sei lá, mil e uma coisas só mesmo para chatear e na pior das hipóteses, derrubar. E então quando esses artefactos são de vidro, o cego divertido fica nas nuvens, porque cada vez que esbarra contra eles, faz música para os seus ouvidos! Concentremo-nos novamente no Quim Zé cabeçadas. Como bom pedante que ele é, frequenta muito estas artérias afeminadas da vila de Badoucos. E num dia em que saiu com o propósito de comprar um gelado, quando já pressentia a proximidade da banquinha e numa altura em que já estava a salivar, distraiu-se, não fosse ele o típico atabalhoado, e acerta com a testa num desses postes, colocados num dia de franca inspiração de um qualquer arquitecto ou afins. A cabeçada foi extremamente ruidosa, e criou moça, tanto física, como também psicológica. É que como haviam vários transeuntes por ali, foi completamente impossível não ouvir o estrondo que por momentos quase que deu vida ao poste. A primeira reacção do quim Zé Cabeçadas foi apalpar a sua testa a ver se estava ou não a sangrar. Felizmente, parece que foi só chapa! Ou melhor, desculpem, só inchaço! No momento em que o quim Zé cabeçadas andou ligeiramente para traz para não estar digamos assim mesmo no local do crime, acerta com a nunca noutro poste. Desta vez o estrondo não foi tão grande, mas por azar estavam ali ainda mais curiosos que despertados pela primeira tolada, quiseram ver se estava tudo bem com o ceguinho. Um desses curiosos, imbuído de um fantástico espírito de comiseração, agarra no braço do quim Zé, e suplica-lhe. Ó senhor, por favor venha comigo, eu levo-o a casa! Este passeio é uma vergonha, está cheio de tranqueiros, você ainda se vai matar aqui. Porém, o quim Zé cabeçadas, estava já um pouco atordoado, mas como é óbvio não perdeu a ideia do gelado, e tentou libertar-se do braço do tal transi unte que o agarrava com uma força tal, que parecia um guarda a apanhar um ladrão em flagrante delito. Deixe-me ir à minha vida dizia o quim! Mas por azar dele, os transeuntes tomaram partido pelo bondoso, e num ápice o quim já tinha sem exagero 20 voluntários que o queriam levar a casa. Enquanto todos conversavam apaixonadamente, e discutiam as vantagens de obrigar o quim Zé a ir para casa, este encontrava-se sob a apertadíssima vigilância de um dos candidatos. A dada altura, ele apercebe-se que o transi unte que o estava a amarrar à imenso tempo, deixa de fazer pressão, e nesse momento ele liberta-se das suas amarras e começa a caminhar pelo meio da multidão. Claro está que todos começaram a gritar dizendo que ele se ia magoar e que devia era ir para casa. Num dos assombros de coragem que o Quim Zé cabeçadas de quando em vez consegue ter, faz ouvidos moucos e lá vai ele tentando alcançar o mais rapidamente possível a banca dos gelados. Um dos transeuntes mais inconformados vai atrás do quim Zé, e este, ao ver que tinha alguém no seu encalço, flecte um pouco para a direita, não faz o movimento correcto com a bengala, e pumba! Mais uma tolada, desta vez com a parte lateral da cabeça, muito perto da orelha. Bem! Só vos digo que foi o fim do mundo. O quim Zé cabeçadas começa a sangrar como um porco, os transeuntes enfurecidos contra ele por desrespeitar a ordem do povo, o chão todo sujo, a senhora dos gelados chateadíssima porque no meio de toda essa confusão ninguém lá ia comprar nada, foi uma confusão de todo o tamanho, que só acalmou momentaneamente na altura em que finalmente chegaram os bombeiros com a intenção de transportarem o quim Zé cabeçadas para o hospital, e um polícia, que obviamente deu ordem de detenção ao ceguinho. Esmurrar um poste ainda vá que não vá, se forem dois, desde que não tire muita tinta, tendo em conta que é um ceguinho, ainda se pode pensar em tolerar. Agora chafurdar a via pública com litros de sangue, desrespeitar as ordens de dezenas de transeuntes, vá lá ser casmurro lá fora! Mas há sempre a outra face da moeda. E como sucede com uma patrulha normal, esta também era constituída por dois agentes da autoridade. E se um dos polícias já tinha dado ordem de detenção, havia um outro que tinha um amigo ceguinho, e começou a dizer que os transeuntes não tinham nada que chatear a cabeça ao quim Zé, porque ele é maior de idade, e tem todo o direito a passear na rua e comprar um gelado. Está visto que a partir daqui a confusão foi total. Dezenas de transeuntes a condenarem o quim Zé, os bombeiros à espera que ele se decidisse entrar para a ambulância, ele que gritava dizendo que não chamou ninguém, dois polícias divididos, um que queria prender o ceguinho, outro que dizia nem pensar. O que aconteceu depois disto? Não perca os próximos fascículos!

1º fascículo da fantástica odisseia do Quim Zé Cabeçadas.

O Quim Zé Cabeçadas, também conhecido pelo testa de pau, é alguém que já não vive sem as suas marradas, os inevitáveis galos e inchaços e também os sempre empolgantes esguichos de sangue, que jorram com uma força tal, que ao fim de breves minutos se transformam em sarrabulho, pronto a cozer numa qualquer panela, para ser depois fatiado em algumas doses, prontas a servir. O instrumento que o Quim Zé prefere para as suas marradas é como já disse a testa. Mas ele não gosta de ser muito repetitivo, e de quando em vez também gosta de usar a nuca, e com um pouco de acrobacia, também já tem experimentado as duas cruas que ele tem disponíveis na parte cimeira da sua imponente meloa. Todos os dias, lá vai o quim Zé cabeçadas, caminhando com a cabeça a dar a dar, acenando a todos os transeuntes, mesmo aqueles que ele não consegue ver, o que na verdade são todos! Claro está que de tanto acenar, de tanto responder afirmativamente com a cabeça, muitas vezes não consegue medir a distância entre o seu corpo e um qualquer poste ou parede, e lá vai mais uma valente tolada. Mas o Quim Zé tenta aproveitar o bom disto tudo, e já nos anunciou que ia editar um manual, de como sobreviver a 48 marradas num único dia. Nos próximos fascículos, vamos ficar a conhecer algumas das marradas mais marcantes do nosso Quim Zé cabeçadas.

O toni Fragas e o seu amigo ventura

O toni Fragas e o seu amigo ventura, ficaram de se encontrar na estação de comboio de Irmosindo.
O Toni vinha do Porto, e o ventura vinha de Guimarães.
Os dois iam apanhar o comboio para Viana, porque o Fragas andavam sempre a dizer, havemos de ir a Viana!
Em condições normais, o toni chegava a irmusindo primeiro do que o Ventura. Mas o Ventura, que andou mais depressa do que o normal, apanhou um comboio mais cedo, e chegou mais cedo do que o Fragas.
Quando o Toni chegou à estação, foi procurar um banquinho, e sentou-se exactamente ao lado do ventura.
Simplesmente, como não estavam a contar um com o outro, não falaram, e ficaram vários minutos como se fossem uns ilustres desconhecidos. Até que toca o telefone do ventura, e mal este atende a chamada o Fragas percebe que os dois estão ali lado, a lado, à alguns minutos, e não se tinham sequer cumprimentado!
É uma história caricata, mas neste caso o telemóvel serviu para identificar o ceguinho. Para a próxima à que pôr um guizo e assim já nos conseguimos encontrar!
Com esta história real, fica provado que afinal os cegos não se conhecem pelo cheiro!
Ou sereá que algum deles mudou de perfume à última da hora?

Pelo Passeio melhor?

Que a cegueira do cérebro é mais nefasta que a cegueira dos olhos, é uma verdade que todos já sabemos.
Que o diga toni Fragas, cego dos olhos, que teve o azar de se cruzar com um cego da mioleira.
Ao atravessar a estrada, o toni como sempre decide dirigir-se para as escadas que o iam levar à sua casa.
Entretanto surge um transeunte, que de uma forma brusca e naturalmente desajeitada, interrompe a marcha do toni, agarra-lhe pelo braço, e implora-lhe que ele vá pelo passeio, em vez de ir pelas escadas, afirmando com ar autoritário que o ceguinho ia pelo passeio, porque ele transeunte ia levá-lo!
Perante aquela abordagem altamente inconveniente, o Toni Fragas diz que vai pelas escadas porque já conhecia o caminho por ali.
O transeunte, não tendo intenções de largar o Braço de Toni, continua a insistir com cada vez mais convicção que ele vai mas é pelo passeio, porque pelas escadas pode cair, e eu ofereço ajuda.
De seguida estabeleceu-se um diálogo de veras interessante e eloquente que é digno de registo.
Toni Fragas.
Se não se importa deixe-me ir à minha vida! Eu vou pelas escadas.
Transeunte.
Não vai nada! Você vai pelo passeio que eu levo-o. Até que aqui nem existem escadas.
Toni Fragas.
Existem sim senhora que eu conheço.
Transeunte.
Não há escadas nenhumas!
Toni Fragas.
Ai tem! Tem sim senhora! E enquanto falava ia caminhando em direcção a elas.
Ao estar próximo das bem-ditas escadas diz o transeunte.
Ai realmente tem mesmo. Desculpe senhor.
Toni Fragas.
Se eu pudesse dizer tudo o que me vem à cabeça! E o cego, sou eu?
Transeunte.
Realmente você tem razão, mas olhe, não se rale, eu levo-o pelo passeio! Você vai melhor, eu ajudo-o não custa nada!
Toni. Se não se importa desampara-me a loja meu caro. É que não sei se você reparou mas o passeio nem sequer tem ligação para a rua a onde eu quero ir, porque só temos acesso a ela pelas escadas.
O Transeunte, olha para todos os lados e sai-se com esta exclamação:
E não é que o cego tem razão? Dito isto, bate nas costas do Toni e diz-lhe. Olhe, santa luzia milagrosa lhe dê boa vistinha! Desculpe e até logo.
Por azar do toni, nessa altura começa a chover, e ele não tinha guarda-chuva.
Nem sequer deu tempo para perguntar ao transeunte se o podia abrigar, porque ele desapareceu como uma flecha.

Um cego normal, e uma motorista anormal.

Esta história aconteceu na simpatiquíssima freguesia de Badoucos.
O nosso amigo toni Fragas, estava sozinho na paragem dos autocarros para apanhar o seu transporte.
Chega o primeiro, e como sempre ele faz paragem e pergunta qual o número da linha e o destino final do veículo.
Sorte ou azar, não sei, o autocarro estava a ser conduzido por uma motorista.
Quando ela para, e houve a pergunta do Fragas, responde da seguinte forma.
Não está ali escrito?
Retorquiu o Toni Fragas.
Não sei porque está assim tão irritada! Se eu lhe perguntei é porque não consigo ver o número.
E enquanto falava, o fragas subiu para o autocarro.
Quando a motorista o vê, exclama. Eu pensei que você era normal!
Diz o Toni. Ainda bem que não o sou, caso contrário arriscava-me a ter de ser motorista dos transportes regionais de Badoucos, e ainda por cima, estúpido e ignorante!
Alguns passageiros, ao aperceberem-se da parvoíce da motorista, começaram a protestar. Então a senhora não vê que o senhor é ceguinho?
Diz a senhora motorista. Mas eu já disse que pensava que ele era normal!
O toni fragas completamente fora de si responde.
Vá chamar anormal à sua avó. Havia de ficar como eu para ver como era.
Nesse instante a senhora motorista arranca com o autocarro, e bate com ele contra um muro.
Diz o Toni Fragas. Não era preciso que a minha prece fosse ouvida tão rapidamente!
Tudo bem que eu pedi que a senhora ficasse ceguinha, mas não era para ser tão depressa. É que eu quero me ir embora daqui!
Será que a motorista deixou de ser normal?
É a pergunta que fica.

A santa Luzia não tem GPS

Tudo bem que as devotas de Santa Luzia, acreditem cegamente que ela pode fazer o milagre de dar a vistinha aos cegos. Agora daí até ensinar-lhes os caminhos fazendo de guia, vai uma grande diferença.
A dona Ermelinda tem tanta fé na Santa Luzia, que não duvida da capacidade da santa, até de conduzir uma pessoa cega!
Mais uma vez, esta peripécia tinha de calhar em sorte ao nosso Toni Fragas.
Depois de tomar o seu pequeno almoço numa simpática padaria, saiu para a rua com o intuito de apanhar o comboio.
Havia por ali um cruzamento. À direita, dava para a estação de comboio, à esquerda dava para uma ruela sem saída.
O Toni Fragas enganou-se e virou para o lado esquerdo.
A dona Ermelinda que estava mesmo perto do cruzamento, desata aos gritos.
Santa Luzia milagrosa! Santa Luzia milagrosa! Santa Luzia milagrosa!
O toni Fragas vendo que se tinha enganado, volta para traz, e pergunta à dona Ermelinda.
Mas ó minha senhora. Você estava à espera que a Santa me dissesse o caminho para a estação?
Com Mil Raios! Então a senhora viu que eu ia enganado, e em vez de me indicar o caminho correcto, começa para aí a implorar à Santa Luzia?
Minha nossa senhora, é com cada cromo!
Como se isso não fosse suficiente, o toni Fragas acabou por perder aquele comboio, tudo por causa da malfadada excessiva devoção que a dona Ermelinda depositou na santa, padroeira dos olhos.
Isso é que é um testemunho de fé.
Mas acreditem em mim. Eu já consegui chegar à fala espiritualmente com a Santa Luzia, e ela não tem mesmo GPS. Por mais boa vontade que ela tenha, não vai de maneira nenhuma dizer o caminho ao cego.
Fica aqui o apelo para as velhinhas deste país. Por favor, quando virem um cego perdido, não comecem a chamar pela Santa Luzia, ela não vai valer de nada. Em vez disso aproximem-se da pessoa e indiquem-lhe o caminho correcto!

cegos e cegas de carne e osso

Aqueles que se ficarem pela leitura do título deste texto, devem pensar que o cego divertido enlouqueceu de vez, e que já não tem mais assunto para escrever, que até nos traz uma perfeita banalidade. Um cego de carne e osso? Mas os cegos não são todos assim?
Na verdade, aquilo que para 99.9999999999 % dos seres humanos é um dado adquirido, já o mesmo não se pode dizer da dona adosinda, que por puro descargo de consciência sentiu a necessidade de verificar se a nossa Camila Martins, era feita de carne e osso!
A Camila ia tranquilamente pela rua, eis se não quando, dá de caras com 3 velhinhas que estavam no meio do passeio, tentando pôr a conversa em dia.
Quando viram a ceguinha, diz uma velhota muito aflita. Deixem-na passar, que ela vai para a aquepo!
Quando a Camila já tinha passado, a dona adosinda, desata a correr atrás dela, e começa a apalpá-la toda.
A velhota muito admirada, exclama. Ai, ela é mesmo cega! E é mesmo de carne e osso!
Retorquiu a Camila.
Mas ó minha senhora. Queria que eu fosse de latão?
Proponho que a partir desta história, se diga em todos os escritos que falem da cegueira de uma forma pedagógica, que afinal, os cegos e as cegas são mesmo feitos de carne e osso, e que até têm maça cinzenta e tudo!
A talho de foice, e como nota final, quero manifestar o meu desejo de ver alguém um dia a fazer um hino para a Aquepo!

Velhinha cai de queixos e ganha um verso

O nosso bem conhecido toni Fragas tem mais uma peripécia digna de registo.
Centro da cidade, pleno mês de Novembro, chuva e vento forte, e o toni Fragas com a sua bengala perdeu-se no meio da praça. Entretanto aparece a dona Maria da Purificação, uma velhota de oitenta anos que ia para o mercado comprar a sua hortaliça.
Pergunta a dona a Maria ao Toni Fragas. O senhor está perdido? Responde-lhe ele. É verdade, o vento desorientou-me.
Para onde é que o senhor quer ir? quero ir para o autocarro, responde-lhe o Fragas.
A dona Maria da Purificação não se fez rogada, e disse. Então agarre-se a mim, e vamos lá embora!
E vai daí agarra no toni assim às trouxas e mouxas. Diz o Toni. Minha senhora. Não é assim que se conduz um cego! Assim a senhora ainda cai.
Não caio nada, responde a Dona Purificação demonstrando irritação. Eu vou levá-lo à paragem do autocarro, e depois tenho de ir comprar o meu repolho. Não tenho tempo a perder!
As duas por três, o Toni Fragas mete sem querer a bengala no meio das pernas da dona Maria Da Purificação, e esta por sua vez cai redonda no chão, esmurrando-se toda.
Antes que a senhora pudesse dizer o que quer que fosse, diz o toni.
Se conhecesse as técnicas de guia, não tinha tropeçado nem caía!
Lamentavelmente, esta história não teve um final feliz.
Agora acrescento eu.
Se a dona Maria não fosse tão desleixada, nem caía nem ficava magoada!
Desconheço se o toni Fragas conseguiu mesmo assim apanhar o autocarro ou não, mas pelos jeitos nunca mais será guiado por nenhuma das velhotas que costuma ir ao mercado comprar repolho, e que estavam ali presentes.
Ai Fraguinhas. Nunca mais ouses em te perder!

O cego divertido no combóio

O cego divertido viajou de comboio. Mas não foi sozinho!
Levou consigo um amigo que também é cego.
Durante a viagem, o revisor interpela os dois cegos e pede-lhes o título de transporte.
Tanto o cego divertido como o amigo pedem-lhe para imitir o respectivo bilhete.
O revisor da Cp asnático como nem uma porta diz que os dois deveriam ter tirado o bilhete antes de entrarem no combóio.
Os dois em coro afirmam que não sabiam a onde era a bilheteira.
O revisor replica dizendo que podiam ter pedido ajuda ao segurança.
Disseram os dois que o segurança não estava lá.
Disse o revisor, Estava sim senhor porque eu vi.
Diz um cego para o outro. Ai estava! Eu não vi nada. Tu viste alguma coisa?

Um engano que veio mesmo a calhar

O Cego divertido tem a ousadia de roubar esta história aos nossos colegas Manuel e Joaquim.

Como se trata de uma história absolutamente deliciosa, o cego divertido assume desde logo o compromisso de pagar 80 % dos lucros!

O Manuel e o Joaquim andavam na rua à procura de um café.
Iam a passar na rua, e ouviram chávenas e pratos a bater, e entraram pelo estabelecimento a dentro com o objectivo de tomarem uma bebida.

Quando eles entraram todos os que já lá estavam fizeram silêncio.

Pergunta o Manuel ao Joaquim. Mas que diabo. A onde está o balcão?

Um dos que estavam no estabelecimento aproximou-se dos dois cegos e pergunta-lhes.

Vocês precisam de ajuda?

Diz o Manuel. Nós só viemos aqui ao café para tomar uma bebida, andamos à procura do balcão.

Responde-lhe o senhor.

Mas ó meu amigo. isto não é nenhum café, aqui é uma casa particular e estamos todos aqui numa festa de anos. Já que os senhores entraram aqui sintam-se à vontade, podem beber um copo connosco!

Escusado será dizer que tanto o Manuel como o Joaquim aceitaram a oferta, e ficaram a confraternizar com aqueles convivas pela noite fora.

Sexo assistido.

A Francisca e o Adolfo são um casal muito apaixonado e gostam muito de passear pelo parque dos amores.
O parque dos amores é um espaço de merendas, e tem várias zonas verdes que sempre dá para que Jacinta e Adolfo possam dar azo às suas fantasias amorosas.
O que eles não sabem é que existem mirones que conseguem ter uma vista privilegiada para o parque dos amores, e como desconheciam esse facto acabaram por ser apanhados literalmente com a boca na botija!
O Senhor adérito estava na sua cadeira de praia, quando conseguiu vislumbrar o Adolfo e a Jacinta no parque das merendas a trabalharem para a procriação, qual acto bíblico!
O senhor adérito que só defendo o sexo depois do casamento chamou imediatamente a gnr acusando o jovem casal de estar a estragar a relva com os tais actos procriadores.
Quando a gnr chegou ao local, o Adolfo ficou muito embasbacado e pediu aos agentes que o deixassem terminar o trabalhinho e depois sim, respondia a tudo que eles quisessem. Os Agentes não foram de modas! disseram que se eles quisessem acabar o serviço teriam de o fazer na esquadra.
Eles também não se fizeram rogados, foram para a esquadra a fim de lá tentarem terminar a sua tarefa da procriação.
Mas já em plena esquadra o Adolfo não conseguia controlar o seu nervosismo nem a sua ansiedade, e lá estava ele, martelando incessantemente mas resultados, nem velos!
Foi assim durante vários minutos, o Adolfo não havia maneira de finalmente dar conta do recado!
Diziam uns. São ceguinhos, coitadinhos. Diziam outros. Eles são parvos, o melhor é dar um calmante ao Adolfo.
Diziam ainda outros. Eu acho que o melhor é irmos lá ver se satisfazemos a ceguinha porque decididamente ele não vai lá.
Disse o comandante. Aquilo que vamos fazer é deitar um balde de água fria a ver se eles acalmam .
Conclusão, dois ceguinhos com calor e sangue na guelra, foram apanhados nas malhas da autoridade, tudo por causa do senhor Adérito que não tinha nada que estar a olhar para a relva do parque dos amores!

Epílogo.
Depois de meia hora o Adolfo lá conseguiu finalmente dar conta do recado, para regozijo de todos os agentes da Gnr presentes.
Viva aos nossos ceguinhos apaixonados!

5 cegos no autocarro

Já sabemos que por onde passa, a cegada causa sempre espanto generalizado na cabeça das biatas e suas congéneres.

Foi o que aconteceu a cinco coleguinhas cegos que decidiram entrar na mesma paragem, apanhando um autocarro que os ia levar ao trabalho.

Iam tranquilos da vida, quando foram interpelados por uma biata que muito ofendida começa a praguejar.

Meu Deus! Tantos ceguinhos! Eu até estou a ficar incomodada. Eu até costumava vir neste autocarro todos os dias mas até vou deixar de vir. Estou mesmo doente!

Uma outra personagem, que não sabemos se biata ou não, respondeu. Eles não costomavam vir neste autocarro! Devem ir para o coleginho!

Dizia outra senhora. Realmente, as mães destes ceguinhos são mesmo irresponsáveis. Eles não tinham nada que sair de casa sozinhos! As mães deles é que deviam vir com eles.

Fica o inigma, será que os 5 ceguinhos sempre continuaram a viajar no autocarro?

Não perca o próximo ipisódio.

Porfírio Rudolfo – o aproveitador.

Parque da Cidade do Porto, 14 de Fevereiro, dia de São Valentin.
Estão reunidos todos os ingredientes para uma tarde memorável.
Porfírio Rudolfo, decidiu aproveitar a tarde do dia dos namorados para passear no parque da Cidade do Porto com a sua companheira de sempre, a Dona Aurora Dulcinda.
Vale referir que a dona aurora é cega de nascença.
Numa altura em que estavam os dois debaixo de uma árvore, muito apaixonados beijando-se loucamente aparece A Senhora dona itelvina Maria que muito escandalizada começa a gritar.
Olha aquele marmanjo a aproveitar-se da ceguinha!
Entretanto chegam alguns populares ávidos em descarregarem a sua fúria no Porfírio Rudolfo. Este por sua vez não teve outra alternativa senão desatar a correr, literalmente com as calças na mão!

Clitóris, Já!

A dona Piedade Martins é uma recém utilizadora de Cão guia.
Nos primeiros dias, em que a dona Piedade se estava a adaptar ao cão, foi a casa da sua prima, a dona Boaventura Martins.
Estavam as duas em casa de Boaventura a conversar no Sofá, quando a dona Piedade vira-se para o cão e começa a chamar.
Clitóris! Clitóris!
Pergunta a Boaventura.
Que engraçado!
O cão chama-se clitóris?
Responde a dona Piedade.
Não!
Clitóris é uma ordem que eu lhe estou a dar!

Uma cabine telefónica, uma tranza, e muita gente há mistura!

A Paula pintacilvo namora para o Zé Pedro Corvo.
Este é um casal muito especial, porque ambos sãocegos congénitos.
é verdade. A Paula Pintacilvo e o Zé Pedro corvo são os dois ceguinhos!
Um belo dia, estavam os dois numa cabine telefónica a telefonar para um amigo comum.
Quando terminaram de telefonar, e como o Zé Pedro Corvo é jovem, e portanto tem o sangue na guelra, convidou a Paula Pintacilvo para uma tranza.
Não foi preciso muito tempo para que os dois começassem a tranzar ali dentro da cabine telefónica.
Como a cabine é toda transparente, não será difícil imaginar que depressa começaram a juntar-se ao redor da cabine muitos curiosos, que estavam hávidos em perceber como é que afinal os ceguinhos fazem amor!
Como nem o Zé Pedro corvo nem a Paula pintacilvo se decidiam terminar com a tranza, uma outra jovem, que tinha alguma urgência em telefonar decidiu forar a multidão e abriu a porta da cabine.
Quando os dois se aperceberam de que estava muita gente ali só para os ver tranzar, o Zé Pedro Corvo ficou hiper nervoso e não conseguiu retirar o seu vergalho de dentro da Paulinha!
E então, começaram os espectadores.
E agora, o que fazemos?
Vira-se a dona Luduvina Martins.
Bom, agora é preciso ir buscar um balde de água a ver se aquilo esfria!
Depois de muitas tentativas, lá conseguiram desencaixar um do outro.
Quando se recompozeram da experiência, diziam uns para os outros.
Até parece impossível, como é que o rapaz sem ver conseguiu acertar com o boraco.
É tudo por Deus!
Realmente, Deus tira uma coisa mas dá outra!

Uma questão de luz.

Esta história passa-se num local paradisíaco, ali para os lados da ria de oliveira do douro.
Mikelina Camila, uma ceguinha muito apaixonada cometeu um crime gravíssimo. Trocou um beijo com o seu namorado em plena via pública!
Mas que pudor!
A Mikelina Camila, e o seu respectivo namorado tiveram mesmo azar. Isto porque, na altura em que estavam a trocar o beijinho, surge a dona Luduvina Jamila,
que muito expantada pergunta a Camila.
A menina é ceguinha?
Responde a Camila.
Sim, minha senhora, sou mesmo cega dos 3 olhos!
Pergunta novamente a dona Luduvina.
Mas, se a menina é ceguinha, como é que consegue dar um beijo na boca ao seu namorado?
Pergunta a Camila à dona Luduvina.
Mas diga-me lá uma coisa. a Senhora já alguma vez deu uma tranza às escuras?
Responde a dona Luduvina. Claro que sim.
Diz a Camila. E então como é que você conseguiu introduzir o membro do seu marido na sua vagina?